Empresário da hotelaria e entusiasta da aviação, Carlos Roberto Klaus assume presidência da ACIC Chapecó
13.jan.26 | Por: ABIH-SC

Empresário da hotelaria e entusiasta da aviação, Carlos Roberto Klaus assume presidência da ACIC Chapecó

Ele pilota aviões, lidera hotéis e, agora, o empresário Carlos Roberto Klaus assume a presidência da Associação Comercial, Industrial, Agronegócio e Serviços de Chapecó (ACIC) para o biênio 2026/2027. Natural de Passo Fundo (RS) e morador de Chapecó há quase três décadas, Klaus traz um perfil conciliador, experiência em gestão e o compromisso de dar continuidade em pautas históricas da entidade, além de implementar ações voltadas à inovação e à qualificação profissional.

Casado com Jaqueline e pai de duas filhas que atuam ao seu lado na administração dos hotéis da família, Klaus contou que o ramo está em seu DNA. “Sou um empresário nato da hotelaria. Nasci e fui criado dentro de hotel. É algo que está no sangue.”

A chegada à cidade foi fruto de uma decisão estratégica. Após tentativas frustradas no setor agropecuário na Bahia, a família optou por retornar às origens. “Fizemos um mapeamento das cidades do Sul e Chapecó nos encantou. Quando conheci melhor a cidade percebi que aqui só vai para frente. Investimos e o tempo confirmou nossa escolha”, afirmou Klaus. O grupo familiar iniciou sua atuação em Chapecó em 1999, com a construção do primeiro hotel, ainda nomeado Itatiaia Business, hoje Hotel Mogano.

Klaus se aproximou da aviação tão cedo quanto da hotelaria. “Desde pequeno, sempre gostei de avião. Eu gostava de ganhar aqueles kits com pecinhas de montar e só queria de aviões. Meu pai tinha um prédio em Passo Fundo e, no térreo, tinha uma franquia da Varig. Então, eu pedia carona para o aeroporto, ajudava com malas, conhecia comissários e pilotos. Criei essa proximidade”, relembrou o presidente que aprendeu a pilotar. “Faço isso por amor. É um hobby mesmo. Então, sim, agora temos um piloto na liderança da ACIC”, brincou.

TRAJETÓRIA NO ASSOCIATIVISMO

A relação com entidades empresariais começou ainda em Passo Fundo, onde atuou por cerca de dez anos na associação local. Em Chapecó, participou do conselho deliberativo da ACIC e integrou gestões anteriores, incluindo o período da pandemia. “Foi uma época difícil, com reuniões online e pouca presença. Isso me frustrou. Já na gestão seguinte, comecei a manifestar mais. Foi um processo de envolvimento gradual”, observou o presidente.

Sinceridade e honestidade são os valores apontados como fundamentais por Klaus. “Observo muito isso em qualquer pessoa. Sou alguém que dá muita liberdade para os que estão ao meu redor trabalharem. Não tenho medo de que alguém faça mais ou menos, tenho certeza de que todos darão o seu melhor.”

Entre os temas que seguirão em pauta, o novo presidente destacou a necessidade de soluções definitivas para o abastecimento de água, o aeroporto municipal e a duplicação da BR-282, especialmente no trecho entre Chapecó e Irani. Klaus também mencionou a importância da retomada do debate sobre ferrovias, com o objetivo de integrar a região ao plano nacional de logística.

Outro ponto central será o estímulo à qualificação. Klaus pretende resgatar iniciativas de formação para colaboradores e diretores de empresas associadas. “O empresário, às vezes, se fecha no seu setor e acredita que não há mais no que evoluir. Mas nunca é demais se atualizar e conversar com outros segmentos.”

O empresário também realçou o a importância dos projetos realizados com jovens e adolescentes de Chapecó, como o Geração Empreendedora. “Quando mostramos para eles o que é empreendedorismo e o funcionamento de uma entidade, estamos plantando sementes para o futuro. É um projeto que vamos continuar e melhorar.”

Com a Mercoagro prevista para março, a ACIC intensifica os preparativos. “Já voltamos das férias focados na feira. É o nosso norte até a abertura, no dia 17 de março. Não tenho dúvida de que será mais uma edição espetacular”, frisou Klaus. Para ele, o setor de feiras representa uma das grandes oportunidades da entidade. “A Mercoagro nos colocou entre os grandes eventos nacionais e internacionais. Queremos manter e ampliar esse setor dentro da entidade. As feiras geram impacto direto na indústria local e movimentam toda a cadeia de serviços da cidade. Isso devolve ao associado o investimento que ele faz, movimenta o comércio, a hotelaria, restaurantes, locadoras. Isso pulveriza a renda.”

Para o biênio em que a ACIC completará 79 e 80 anos, os associados e a comunidade podem esperar uma liderança de estabilidade. “Sou conciliador. Gosto de conversar e buscar soluções. Acima de tudo, quero representar muito bem os associados e a entidade. Espero fazer isso de forma leve, com diálogo. Se precisar de mais firmeza, com certeza, eu saberei ter.”

Fonte: ACIC

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